quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Alguém se lembrou de pensar?

Três observações que ninguém fez sobre o problema em Santo André:

- Em 05 dias, o Estado não conseguiu resolver uma situação causada por um indivíduo analfabeto de 22 anos... Imagine o que seria desse país em caso de guerra.

- Se pais chifrudos permitem que suas filhinhas namorem aos 12 anos, elas darão com 13, terminarão com 14 e morrerão com 15. Simples. Então de quem é a culpa mesmo?

- Reza a lenda que a moça que morreu passou os 05 dias brigando com seu ex-namorado armado. Por acaso não seria mais prudente imaginar que algumas falsas promessas de um futuro romântico poderiam ajudar um pouco? Prometesse tudo, casar, lavar, passar, cozinhar, dar o cu... Afinal, melhor doar um cu, do que as córneas.

Não ria, isso não é engraçado.

Frase do dia: “Analisando essa cadeia hereditária, quero me livrar dessa situação precária. Bom xibom, xibom, bombom.” (As meninas)

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Mulheres fruta

Estava eu, durante meu banho meditando sobre o mundo, quando tive a impressão que necessitava falar, após tratar de temas religiosos e políticos, sobre um assunto de grande repercussão em nossa pátria mãe gentil: as mulheres-fruta, em especial, a mais importante delas, a mulher melancia.

Pelo que me consta, boa parte dessas moças são fabricadas com silicones, lipoaspirações e demais procedimentos cirúrgicos propiciados pela modernidade. Frutas são, juntamente com verduras e legumes, os alimentos mais saudáveis e naturais consumidos pelo homem. Ou seja, não é adequado chamar assim garotas com retoques tão industriais. Proponho, analisando outros alimentos com características semelhantes, que seria mais correto chamá-las de mulher cheetos ou mulher ruffles.

Ainda nessa linha de raciocínio, frutas podem ser plantadas em casa mesmo... O cidadão vai a macieira dele e se esbalda de comer maça! Tem aquilo todo dia, fácil e em casa. Agora, peguemos uma mulher dessas, toda equipada, artificialmente empinada e comparemos com o que realmente o sujeito tem disponível em casa: uma esposa já não muito fogosa e atraente, que ele já come por dever cívico. Chato... Novamente proponho o nome de um alimento mais incomum na dieta do pobre cidadão brasileiro, alimento que este só tem contato em casamentos ou formaturas, algo como mulher-camarão.

Falando especificamente da volumosa mulher melancia, penso que esse predicado não foi muito bem empregado do ponto de vista sexual. Existem frutas mais sedutoras. A maça atraiu Adão, Baco adora uva; Agora, melancia... O único personagem que me lembro que tem atração por melancia é a Magali.

Por fim, quando minha avó era cocota, belas moças eram chamadas de broto. Quando minha mãe era cocota, belas moças eram chamadas de uva. Agora, com a fase cocotal da minha irmã, o padrão-playboy é chamado melancia... Não quero viver pra ver a fase cocotal da minha filha: uma Preta Gil como símbolo sexual, artisticamente conhecida como mulher eucalipto.

Tenso.

Frase do dia: “Vamos dar as mãos, um, dois, três, quem errar o passo perde a vez.” (Gian e Giovani)

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Nota sobre aniversários

As pessoas comemoram e aguardam ansiosamente aniversários.

E o indivíduo que completa anos é felicitado por isso.

Entretanto, reflitamos sobre essa data:

a) As pessoas agradam o aniversariante. Por quê? Se o cidadão é ignorado durante 364 dias, qual o fundamento de afagá-lo gratuitamente uma vez por ano?

b) O aniversariante recebe parabéns. Por quê? Ser cumprimentado porque nasceu... Qual o mérito disso? Sem o menor esforço, ratos, baratas e minhocas também nascem.

c) O aniversariante ganha presentes. Por quê? Alguém – que ganha muito dinheiro com essa invenção - um belo dia disse que é obrigatório dar presentes nessa data, você assimilou a idéia e acha isso natural.1

Conclusão:

- A cada vez que essa data se repete você será lembrado sem fazer qualquer esforço e esquecido 24 horas depois, e repetindo-se umas 70 vezes, você estará velho, impotente, cego, surdo, chato, flácido, cansado, doente, inflexível, dispensável e mais próximo da morte.

- Então, será mesmo uma data tão divertida?

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Frase do dia: “As pessoas comuns tornam-se vulneráveis quando são levadas a acreditar que as repostas para seus problemas estão nas cabeças e nas mãos de outras pessoas”

(Nils Cristhie)

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1 Para enriquecer o texto, é mais ou menos o que Foucault chama de microfísica do poder.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Deus

De forma preliminar agradeço o incentivo para que eu escrevesse agora neste belo instrumento de manifestação intelectual. Dessarte, hoje trabalharei uma ideologia a qual me filiei recentemente: o ateísmo.

Após uma série de estudos não houve possibilidade de sustentar a tese de que existe um homem invisível que me criou, me ama como um pai, mas se eu não fizer o que ele diz passarei a eternidade queimando no inferno. Essa concepção é, no mínimo, estranha. Então, vamos à reflexão.

1) O Deus que as religiões cristãs pregam é onisciente, onipresente e onipotente, ou seja, quando você nasceu ele já sabia o que aconteceria em sua vida até o fim (proposição baseada na primeira característica divina citada). Isso é o que se chama “plano de Deus”, que, por sinal, é perfeito1. Ora, se Deus já sabe de tudo e se tem um caminho já traçado pra você, ninguém poderia mudá-lo através de orações. Pode ser absurdo inicialmente, mas se Deus aceita que seu plano merece modificações deve aceitar que este não era perfeito. Assim, um plano elaborado por um ser perfeito era imperfeito e teve que ser alterado posteriormente porque um ser menor rogou àquele demonstrando falhas em seu sistema.

2) Se Deus me criou, me ama e é onisciente ele já tinha certeza que este pobre rapaz questionaria sua existência e que, desta forma, iria para o inferno. Ora, que amor é esse que já sabe da minha condição, mas não impede que eu pereça? É misericordioso saber que seu filho irá passar por um tormento e deixar que ele nasça e sofra?

3) Quando desejamos algo existem apenas dois resultados: ou alcançamos ou não alcançamos nosso objetivo. Simples. Se você rezar para uma tartaruga ninja, para Alá, para Inri Cristo, para Buda, para Brahma, para Júpiter, para Shu, para Osíris, para Menfis, para Amon-Rá, para Zeus, para Posêidon, para Shiva, para Krishna, para Rá, para Thot, para Horus, para Anúbis, para Hera, para Marte, para Ares, para Ártemis, para Apolo, para Minerva, para Atena, para Tupã, para Iemanjá, para Oxalá, para Obá, para Iansã, para Oxum, para Oxumaré, para Thor, dentre outros, duas justificativas surgiram: se tudo der certo dirá “Obrigado, meu deus”; se der errado, lamentará “Foi a vontade de deus”. Enfim, acalme-se: egípcios, gregos, romanos, nórdicos, africanos, maias, astecas, incas, hindus e indígenas pensavam da mesma forma... A diferença é que você chama a crença deles de superstição e a sua de fé! Engraçado, né?!

Penso que pude começar uma bela reflexão com esse ensaio.

Primeira frase do dia: “Não sou um ateu total, todos os dias tento encontrar um sinal de Deus, mas infelizmente não o encontro.”

José Saramago

Segunda Frase do dia: "Os animaizinhos subiram de dois em dois."

Padre Marcelo Rossi

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P.S.1: Aberto a criticas e sugestões.
P.S.2: Texto em homenagem a meu nobre colega de escada, Thiago Rodrigo.
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1 Essa perfeição é formal. Não quer dizer que a vida do individuo será perfeita, mas que o plano divino foi organizado perfeitamente por um ser supremo.

domingo, 23 de março de 2008

Tietagem

A despeito do caráter interpessoal desse blog, com o escopo de aprimorar o conhecimento do leitor, tratarei de fatos de particulares.

Se você se interessa por música sertaneja, provavelmente ao se deparar com Bruno e Marrone passeando pelo Shopping iria impetuosamente pedir um autógrafo e tentar passar algum tempo ao lado deles.

Se gosta de funk, faria o mesmo com Tati Quebra-Barraco.

Se gosta de axé, faria o mesmo com o Bell.

Se gosta de lambada, faria o mesmo com Beto Barbosa.

Se gosta de pagode, faria o mesmo com Molejo.

Se gosta de house, faria o mesmo com Bob Sinclair.

Se gosta de samba, faria o mesmo com Martinho da Vila.

Faria o mesmo, também, se encontrasse o Gianecchini ou a Gisele Bündchen.

Ou seja, é uma ação universal.

Agora vem a parte pessoal: Estava esse jovem moço a trafegar – vestido como Seu Madruga - pelo Park Shopping em uma bela noite de sábado quando, não mais que de repente, se depara com seu maior ídolo: Ministro Celso de Mello¹! Depois de meia hora de deliberação com o Zépinho², seu grande amigo, sobre a possibilidade ou não de abordá-lo, resolveu-se que deveria fazê-lo. Assim, o rapaz, relativamente desesperado, foi a encontro daquele senhor. Aproximando-se, o cumprimentou e nesse momento ficou duzentas e cinqüenta mil vezes mais fã dele: após abrir um belo sorriso, o cidadão mais sábio da comunidade jurídica brasileira conversou tranquilamente com o mancebo! E o melhor, o Zépinho registrou tudo de longe com seu iPhone. A conversa foi particular, portanto não será transcrita aqui...

Enfim, segue a foto da incomensurável alegria do jovem quando do momento fatídico de júbilo.



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1 http://www.stf.gov.br/portal/ministro/verMinistro.asp?periodo=stf&id=28

2 http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=14367468028385559770