De forma preliminar agradeço o incentivo para que eu escrevesse agora neste belo instrumento de manifestação intelectual. Dessarte, hoje trabalharei uma ideologia a qual me filiei recentemente: o ateísmo.
Após uma série de estudos não houve possibilidade de sustentar a tese de que existe um homem invisível que me criou, me ama como um pai, mas se eu não fizer o que ele diz passarei a eternidade queimando no inferno. Essa concepção é, no mínimo, estranha. Então, vamos à reflexão.
1) O Deus que as religiões cristãs pregam é onisciente, onipresente e onipotente, ou seja, quando você nasceu ele já sabia o que aconteceria em sua vida até o fim (proposição baseada na primeira característica divina citada). Isso é o que se chama “plano de Deus”, que, por sinal, é perfeito1. Ora, se Deus já sabe de tudo e se tem um caminho já traçado pra você, ninguém poderia mudá-lo através de orações. Pode ser absurdo inicialmente, mas se Deus aceita que seu plano merece modificações deve aceitar que este não era perfeito. Assim, um plano elaborado por um ser perfeito era imperfeito e teve que ser alterado posteriormente porque um ser menor rogou àquele demonstrando falhas em seu sistema.
2) Se Deus me criou, me ama e é onisciente ele já tinha certeza que este pobre rapaz questionaria sua existência e que, desta forma, iria para o inferno. Ora, que amor é esse que já sabe da minha condição, mas não impede que eu pereça? É misericordioso saber que seu filho irá passar por um tormento e deixar que ele nasça e sofra?
3) Quando desejamos algo existem apenas dois resultados: ou alcançamos ou não alcançamos nosso objetivo. Simples. Se você rezar para uma tartaruga ninja, para Alá, para Inri Cristo, para Buda, para Brahma, para Júpiter, para Shu, para Osíris, para Menfis, para Amon-Rá, para Zeus, para Posêidon, para Shiva, para Krishna, para Rá, para Thot, para Horus, para Anúbis, para Hera, para Marte, para Ares, para Ártemis, para Apolo, para Minerva, para Atena, para Tupã, para Iemanjá, para Oxalá, para Obá, para Iansã, para Oxum, para Oxumaré, para Thor, dentre outros, duas justificativas surgiram: se tudo der certo dirá “Obrigado, meu deus”; se der errado, lamentará “Foi a vontade de deus”. Enfim, acalme-se: egípcios, gregos, romanos, nórdicos, africanos, maias, astecas, incas, hindus e indígenas pensavam da mesma forma... A diferença é que você chama a crença deles de superstição e a sua de fé! Engraçado, né?!
Penso que pude começar uma bela reflexão com esse ensaio.
Primeira frase do dia: “Não sou um ateu total, todos os dias tento encontrar um sinal de Deus, mas infelizmente não o encontro.”
José Saramago
Segunda Frase do dia: "Os animaizinhos subiram de dois em dois."
Padre Marcelo Rossi
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P.S.1: Aberto a criticas e sugestões.
P.S.2: Texto em homenagem a meu nobre colega de escada, Thiago Rodrigo.
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1 Essa perfeição é formal. Não quer dizer que a vida do individuo será perfeita, mas que o plano divino foi organizado perfeitamente por um ser supremo.